Cine Surpresa!

Desenvolvi essa forma de escolher filmes para usar aqui em casa. O princípio é simples: cada participante escreve algumas sugestões. Joga-se um dado e assiste-se a sugestão sorteada! Enquanto as sugestões podem ser feitas com antecedência, o dado só é jogado na hora de assistir, por isso a surpresa.

Claro, tem algumas regrinhas para melhorar certas situações. Se alguém não gostar do filme sorteado pode cancelar o filme, mas terá que escolher uma de suas próprias sugestões para cancelar junto. Então se sorteia de novo.

Esse pequeno sistema foi pensado para usar um dado de 12 lados, que podem ser substituídos por um de 6 lados ou um baralho levemente modificado. Mas convenhamos, hoje há muitos roladores digitais para web e para celular. Um dado exótico não é mais um problema tão grande como era no passado.

O bom de usarmos um d12 é que isso torna fácil usar com 2, 3, 4 e 6 participantes. Sem contar que, se você tiver o kit de dados padrão de RPG, terá todos os dados necessários caso entrem nessa de ficar cancelando filme do outro.

Estou publicando as regras para quem quiser baixar e testar em casa. Por aqui tem sido uma experiência legal! Se quiser também, baixe lá da Biblioteca Cordéis e imprima.

IPv6, um Anão Interativo e a Volta do CyanZine

Este mês de abril marca o retorno de um antigo projeto meu: uma revista digital gratuita sob creative commons. A última edição do CyanZine havia sido a edição 7, de abril de… 2012. Exatos 10 anos depois, a revista está de volta com uma nova proposta: agora a temática é o trio Literatura de Cordel, RPG e Ficção Especulativa.

O CyanZine será organizado em temporadas, sendo esta 8ª edição o início de sua segunda temporada, codinome Varmadum. A proposta é publicar nele os episódios da minha próxima novela de aventura – As Sementes do Mundo Inferior – à medida que as for publicando no Wattpad.

A primeira edição traz como destaque:

  • A Canção dos Reinos – falando um pouco do mundo ficcional onde se passará a novela As Sementes do Mundo Inferior;
  • O Cavalo que Defecava Dinheiro – cordel clássico de Leandro Gomes de Barros, editado e publicado aqui;
  • O Renascimento da Lenda – conto que apresenta um dos momentos mais importantes da história de Lampião Elétrico.
  • História do CyanZine – um apanhado geral, apresentando o projeto e seu histórico.

Esses são os destaques. Há mais conteúdo em suas 84 páginas diagramadas para celular! E a participação é bem-vinda, dentro do escopo temático. No final da edição há breves instruções para quem quiser participar também.

Você pode baixar a 8ª edição do CyanZine na Biblioteca Cordéis ou no Archive.

Cordel do IPv6

Exclusivamente na Amazon, este mês eu publico um cordel explicando o protocolo de internet IPv6. Em verso, tentando ser simples e explicativo, apesar de o conhecimento ser um pouco avançado.

Um Anão fora da Caverna

Este é mais um cordel interativo que se passa em Sete Ilhas. Dessa vez o leitor ajuda o anão Frassos a se situar depois que ele se perde da sua caravana ao deixar sua cidade subterrânea pela primeira vez na vida!

Está à venda na Amazon, no Google Play Livros e no Dungeonist.

Águas de Março de 22

Em março, 3 novos cordéis! Um deles é gratuito e os outros estão disponíveis na Amazon e/ou no Google Play Livros. Apoiadores podem ganhar um ou até os dois!

  • Partido do Coração – cordel de opinião homenageando Cazuza e tratando de Ideologia, partidos e política.
  • A Loba e a Medusa (Dungeonist, Amazon e Play Livros)- um cordel interativo! Você lê e toma decisões, conseguindo um final com base nessas escolhas. A história é em um mundo de fantasia medieval, protagonizada por Sora, um dos 6 personagens prontos do kit Primeira Aventura, publicado mês passado (mas você não precisa do kit para aproveitar o cordel).
  • Florestiotas (Biblioteca Cordéis e Play Livros) – nova versão de um cordel que trata de atualidade e meio ambiente na forma de uma fábula. Quando a floresta começa a ser destruída, os animais se reunem para decidir o que fazer, mas parece que a reunião está indo para um outro rumo…

Boa leitura!

Saudem o Cyberagreste

Este texto foi publicado inicialmente em 2019 no antigo site. De lá pra cá o cenário Neocan (Lampião Elétrico) ganhou forma e ganhou até uma novela de aventura própria: O Último Mototáxi de Arapiraca! A imagem que ilustra esse repost foi feita pelo meu amigo Santhiago como referência à história, mais precisamente sobre um certo quadro citado logo no começo.


Através da recomendação do Quiof, do blog Quadripop, conheci o canal Fantasticursos e, mais especificamente, o vídeo 15 da série Mundo Punk, que tem por lá. O tema? O que é Amazofuturismo e Cyberagreste.

Sabe o que seria o Cyberagreste? A mesma pegada que tentei aplicar ano passado com o cordel Lampião Elétrico! Claro, cada autor varia em elementos e visão do mundo, mas o conceito básico é misturar elementos culturais do Nordeste (puxados principalmente pelo cangaço, temática recorrente e sempre forte nas ficções de aventura e ação) com elementos de ficção científica. Basicamente.

No Lampião Elétrico, o mundo de 200 anos à frente tem ciborgues, carros que voam (isso é sempre legal! No meu caso, eles são chamados de helicarros). Lampião Elétrico é líder do bando e é um ciborgue de pouco papo e muita violência, mas de palavra, do seu jeito. Miss Maria além de gata é hacker.

Se você ainda não conhece esse cordel que, tendo 46 setilhas, não tem espaço pra um enredo longo ou sofisticado demais, ele está disponível impresso (para compra diretamente comigo) ou como ebook na Amazon.

Se o tema também te interessa (adorei essa vertente do cyberpunk), veja o vídeo também! Ah, se não conhecem não deixem de visitar também o Quadripop, que tem artigos de altíssimo nível e não restritos ao mundo dos quadrinhos.

A ilustração do post é do Vitor Wiedergrun, ilustrador cyberagrestino. Vejam também o excelente trabalho dele!

Chromebook, RPG e Dragões

Após um período meio parado (dezembro-janeiro houve lançamento de uma novela de aventura e um conto), voltamos aos lançamentos mensais. Em fevereiro:

  • Cordel do Chromebook – cordel apresentando o chromebook e falando de suas vantagens e desvantagens.
  • Primeira Aventura – aventura completa para XR-III, em um livreto que inclui tudo o necessário: regras, ambientação e 6 personagens de jogador.
  • História de Juvenal e o Dragão – escrito por Leandro Gomes de Barros, a obra está em domínio público. Esta edição é exclusiva, com alguns pequenos ajustes. O ebook é gratuito e está disponível para todos no link desta postagem.

Como estamos sem colaborador este mês, não foi definido qual seria a recompensa de apoio. Qualquer uma das duas está à disposição para eventuais novos apoiadores.

Galdentur e o Mundo Inferior

Já faz mais de um mês que ficou decidida a próxima novela de aventura a ser escrita e publicada em estilo folhetim: As Sementes do Mundo Inferior. Ainda não comecei a escrita porque tenho uma longa jornada até isso. Como a aventura de RPG se passou em um universo protegido por copyright, a história precisou ser adaptada a um novo mundo.

Pensei em procurar um mundo ficcional parecido com o que eu pretendia, ou iniciar um genérico. Terminei optando por uma solução mais interessante.

Se você já leu a trilogia Escarlate (se não leu, leia!), aquele universo começou a virar um cenário para RPG. A publicação Canção dos Reinos R1 traz essa adaptação inicial, apresentando Klavorini Norte e Klavorini Sul, explanando alguns conceitos e aprofundando algumas ideias que foram apenas citadas nas obras Escarlate; e outras que nem mesmo foram citadas.

Assim, criou-se um conceito de mecânica básica para magia de bardo, magia de mago. Estabeleceu-se um panteão, com toda uma história envolvendo aquelas divindades e esse mundo de fantasia. Nele é dito que há uma versão diferente de Klavorini, em outra dimensão, que é onde os deuses e criaturas mais diversas e poderosas habitam: Galdentur. Nada mais havia sido dito a esse respeito. Bem: agora Galdentur está ganhando forma para ser o cenário dessa nova novela de aventura.

Duas espécies que eu já havia pensado para esse mundo estão sendo definidas: ogânteres e efanos, altamente adaptados para a vida no deserto antimagia que é Galdentur Sul. Há reinos de elfos, de anões, de humanos, de goblins, de povos-lagarto…

Enfim, estou trabalhando aos poucos no R2 de Canção dos Reinos, que vai trazer esse rascunho inicial de Galdentur. Algumas ideias bacanas, entre adaptações e conceitos novos, estão no forno. Aguarde!

O básico inicial já está quase pronto. Estou na fase de adaptação dos personagens. Vencida essa etapa, a brincadeira começa!

Poesia Assimétrica

Este pequeno artigo foi publicado em 2019 no meu site anterior e estou republicando hoje aqui.


Poesia é formada essencialmente por versos (ou linhas). Elas podem ser agrupadas em estrofes. A técnica poética envolve principalmente a rima, a métrica e o ritmo, que está relacionado à métrica.

Na maioria das vezes, sinto que se espera da poesia uma estrutura simétrica, pelo menos daquela poesia que não chutou modernamente o pau da barraca. Especialmente em poesias mais longas e/ou mais técnicas mesmo, como ocorre na Literatura de Cordel.

Na verdade, não deveríamos estar tão preocupados com a simetria. O provável gênero poético mais famoso do mundo, o soneto, é assimétrico: tem duas quadras (estrofes de quatro versos) e dois tercetos (estrofes de três versos). Meus cordéis costumam ser muito simétricos, mas já vi cordéis assimétricos muito bacanas. Chico Pedrosa, por exemplo, tem trabalhos maravilhosos em que aparecem estrofes de estrutura diferente no meio da narrativa.

Outra “regra silenciosa de simetria” diz respeito à métrica. Quanto a essa, já escrevi sonetos (e outras poesias) que chamei à época de heterométricas, mesclando duas métricas em uma mesma poesia. Por exemplo, em O Duelo da Estrela:

A espada pesa, o ombro
Não é o aço
Mais um passo, um tombo
E outra reza

Ou no Cárcere da Arte:

Você pelas margens do meu caderno
Não te quero
Em juras e loucuras sem sentido
Como uma musa d’além desse mar

O estilo de cantoria popular Toada Alagoana também oferece essa dupla métrica. Partindo de uma sextilha, se intercalam três versos menores, que funcionam como eco (rimando inclusive) com os versos que não teriam rima, caso se mantivesse como sextilha. Para entender melhor:

O cordel é poesia
Todo dia
Tem um poeta nascendo
MC, tem repentista
Sonetista
A arte desenvolvendo
Nossa arte e cultura
Traz a cura
Pra um mundo quase morrendo

A estrutura de certas estrofes pode servir também para demarcar capítulos, para determinar momentos e climas da poesia, recurso que pode ser bem útil em uma poesia mais longa. Letras de música também costumam ter pegadas diferentes, nem que seja apenas para diferenciar o refrão do restante.

Ah, e a poética assimétrica está na Literatura de Cordel há muito tempo, é só ver uma peleja antiga.

É Cordel, Não é Cordel

Este post foi feito inicialmente no meu site antigo, em abril de 2019.


No cenário do Rap tem uma turma que não gosta de inovações. Acho que a essa altura esses, chamados pelos novos de “guardinhas do Rap”, já estão mais calmos. O lance é que “donos do gênero” existem independente do tipo de arte. Assim como tem no Rap, tem os do Metal, tem os da Ficção Científica e, claro, tem os da Literatura de Cordel.

Antes de entrar no assunto, para fechar a referência ao Rap, deem uma olhada nessa música excelente de Raphão Alaafin:

A origem da Literatura de Cordel, até onde vi, é controversa. Nota-se isso com ainda mais nitidez quando a gente pesquisa arte popular fora do Brasil. Na Espanha tinha os Romances de Cego, mas arte em livretos populares existiu em vários países. França, Inglaterra…

Leandro Gomes de Barros é um dos maiores nomes (talvez o maior) na Literatura de Cordel brasileira. Aparentemente, quem começou a utilizar a sextilha (estrofes de seis versos rimando só os pares – xAxAxA -, o estilo mais utilizado por Leandro Gomes) foi Silvino Pirauá de Lima, que criou também o subgênero Romance de Cordel. O pouco que vi de sua obra tem várias estéticas, até quadras ele usava.

É dito que Literatura de Cordel é formada por Rima, Métrica e Oração. Hoje entendo o que é essa oração: linearidade ou narrativa. Assim como freestyleiro é rapper, não concordo com quem pensa que repentista não é cordelista. Inclusive, martelos, galopes e outros são bem mais sofisticados do que a sextilha. Isso pra mim não descaracteriza o cordel, do contrário: o engrandece.

Nessa história de “é cordel”/”não é cordel”, penso que cabe julgamento de opinião sobre qualidade técnica e preferências, mas quem realmente pode se dizer dono do cordel a ponto de decidir quem tem direito de se dizer cordelista ou não? Ou, como diz o Raphão, “enquadrar a rima do mano”? Tem quem queira impor regras com mais rigidez até do que a Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Hoje eu só tenho o pé atrás e estranho quando vejo um “cordel em prosa”, sem verso. Mas confesso que me incomoda não ter um nome para chamar isso, principalmente depois de ver que esse tipo de criação já teve seu lugar mundo afora. Claro, eu chamar de cordel não significa que eu admire e curta todo cordel que vejo…

— Cárlisson Galdino

As Sementes do Mundo Inferior

Concluída a votação para a escolha da próxima novela de aventura do Bardo! Uma história a ser escrita e publicada em episódios semanais.

O resultado desta votação foi o seguinte:

  1. Com 70% dos votos, As Sementes do Mundo Inferior
  2. Com 20% ficou Heróis da Pátria
  3. Com 10%, A Lenda de Flacho

Assim, já temos uma vencedora e vou me organizar para começar a escrever essa nova história.

Quanto à pesquisa que fiz no final da enquete, houve alguns resultados interessantes.

No quesito RPG, os tipos de conteúdos mais desejados são:

  • Ambientações criativas
  • Ambientações históricas

Os temas mais votados para cordel foram:

  • Romance de cordel
  • Temática de RPG

Os cordéis que mais merecem versão impressa:

  • A Lenda de Frushige
  • Galope Estelar

As novelas de aventura mais lidas foram 3, justamente a Trilogia Escarlate.

As novelas de aventura que mais despertam interesse de ter versão impressa foram:

  • Jasmim (já tem! :-D)
  • Trilogia Escarlate
  • O Último Mototáxi de Arapiraca

Planejando as Sementes

Sementes do Mundo Inferior será meu primeiro replay, que é a escrita de uma história a partir de aventuras de RPG jogadas. Devido ao jogo se passar em um mundo protegido por Copyright, com alguns personagens nessa mesma situação, será preciso fazer várias mudanças e adaptações.

A campanha, que se chama Vanguarda Audaz, é jogada em D&D 5ª edição no cenário do Senhor dos Anéis. Em especial, essa parte da aventura no subterrâneo se passa em um cenário menor criado pelo nosso mestre Iran e incorporado ao mundo de Arda.

Quanto às adaptações, pra começar o mundo onde a história se passa será transportado para Galdentur Norte. Isso deixa a saga próxima da saga Escarlate inclusive! Como Galdentur Norte ainda não está tão definido, será uma oportunidade também de expandir o cenário Canção dos Reinos.

O panteão tem um papel fundamental na história. Será substituído pelo panteão de Canção dos Reinos.

Como utilizamos o D&D para jogar, mas o cenário é pensado para XR-III, devo acelerar o plano que eu já tinha de ter um modo minimamente compatível, ligando esses dois sistemas. Já tenho algumas anotações a esse respeito, mas será preciso pelo menos um rascunho inicial para que eu possa utilizar como referência nessa escrita.

Falta definir elenco principal, fazer uma ou outra substituição, além de tudo isso que falei. Ou seja, vai levar um tempinho para os episódios começarem a aparecer de fato. Mas vai sair!

Nosso mestre e amigo Iran Morais é quem mestrou a saga que se tornará essa novela. Ele ainda mestra essa campanha e eu ainda estou por lá jogando com a elfa Sharon Siz-Thorien. Devo contar com ajuda dele nessas adaptações e ajustes. Aguardem novidades!

Escolha a Próxima História

Concluído O Último Mototáxi de Arapiraca, aproveito para resgatar uma prática de cerca de uma década atrás: apresento 4 propostas de história e você vai ajudar a escolher qual delas eu devo escrever. A vencedora começará a ser escrita e será publicada como um folhetim, com episódios publicados semanalmente! Vamos às candidatas!

Candidata 1: Sibilo da Justiça

Marfim Cobra foi o primeiro romance que escrevi. A história é interessante e se passa no mesmo mundo de Jasmim (Ases), minha primeira novela de aventura. A proposta é reescrever a história totalmente, atualizando para o formato de 50 episódios e podendo mudar muitos aspectos da história também.

Candidata 2: As Sementes do Mundo Inferior

Tenho feito registros de uma campanha no mundo do Senhor dos Anéis. O nosso mestre, Iran, criou um subcenário subterrâneo complexo onde se passou uma boa parte da campanha. A proposta é pegar esse arco e fazer um replay, criando uma novela de aventura narrada por Sharon Siz-Thorien, minha personagem, mas podendo mudar muitos elementos para adequar à narrativa. Seria o primeiro volume do Diário da Sharon.

Candidata 3: Heróis da Pátria

Falar mais a respeito pode dar spoiler se você ainda não leu O Último Mototáxi de Arapiraca. Basta dizer que Heróis da Pátria seria uma continuação daquela história, com uma iniciativa do Governo de combate e perseguição aos neocangaceiros.

Candidata 4: A Lenda de Flacho

No mundo de Animalia todos têm orelhas de algum animal, são raças diferentes dentro da espécie humana de lá. Um mundo de paz, onde nem mesmo armamentos são pesquisados e desenvolvidos. Um dia apareceu um supremacista dentro do povo-pombo e começou um plano louco de dominação. Flacho é um homem-rato inventor que vai reunir um grupo de heróis de várias raças para tentar impedir que o supremacista consiga cumprir com seu plano de opressão.

Escolho…

Para votar, basta preencher o formulário publicado em http://bit.do/escolho. Se tiver um tempinho, aproveite para participar também de uma pesquisa rápida no final (mas se não tiver tempo, você pode simplesmente votar na novela e pronto).

Lembrando também que estou escrevendo a novela Mochileiros Blackrook às 20 horas das terças-feiras no Livro ao Vivo, na Twitch!