É Cordel, Não é Cordel

Este post foi feito inicialmente no meu site antigo, em abril de 2019.


No cenário do Rap tem uma turma que não gosta de inovações. Acho que a essa altura esses, chamados pelos novos de “guardinhas do Rap”, já estão mais calmos. O lance é que “donos do gênero” existem independente do tipo de arte. Assim como tem no Rap, tem os do Metal, tem os da Ficção Científica e, claro, tem os da Literatura de Cordel.

Antes de entrar no assunto, para fechar a referência ao Rap, deem uma olhada nessa música excelente de Raphão Alaafin:

A origem da Literatura de Cordel, até onde vi, é controversa. Nota-se isso com ainda mais nitidez quando a gente pesquisa arte popular fora do Brasil. Na Espanha tinha os Romances de Cego, mas arte em livretos populares existiu em vários países. França, Inglaterra…

Leandro Gomes de Barros é um dos maiores nomes (talvez o maior) na Literatura de Cordel brasileira. Aparentemente, quem começou a utilizar a sextilha (estrofes de seis versos rimando só os pares – xAxAxA -, o estilo mais utilizado por Leandro Gomes) foi Silvino Pirauá de Lima, que criou também o subgênero Romance de Cordel. O pouco que vi de sua obra tem várias estéticas, até quadras ele usava.

É dito que Literatura de Cordel é formada por Rima, Métrica e Oração. Hoje entendo o que é essa oração: linearidade ou narrativa. Assim como freestyleiro é rapper, não concordo com quem pensa que repentista não é cordelista. Inclusive, martelos, galopes e outros são bem mais sofisticados do que a sextilha. Isso pra mim não descaracteriza o cordel, do contrário: o engrandece.

Nessa história de “é cordel”/”não é cordel”, penso que cabe julgamento de opinião sobre qualidade técnica e preferências, mas quem realmente pode se dizer dono do cordel a ponto de decidir quem tem direito de se dizer cordelista ou não? Ou, como diz o Raphão, “enquadrar a rima do mano”? Tem quem queira impor regras com mais rigidez até do que a Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Hoje eu só tenho o pé atrás e estranho quando vejo um “cordel em prosa”, sem verso. Mas confesso que me incomoda não ter um nome para chamar isso, principalmente depois de ver que esse tipo de criação já teve seu lugar mundo afora. Claro, eu chamar de cordel não significa que eu admire e curta todo cordel que vejo…

— Cárlisson Galdino

As Sementes do Mundo Inferior

Concluída a votação para a escolha da próxima novela de aventura do Bardo! Uma história a ser escrita e publicada em episódios semanais.

O resultado desta votação foi o seguinte:

  1. Com 70% dos votos, As Sementes do Mundo Inferior
  2. Com 20% ficou Heróis da Pátria
  3. Com 10%, A Lenda de Flacho

Assim, já temos uma vencedora e vou me organizar para começar a escrever essa nova história.

Quanto à pesquisa que fiz no final da enquete, houve alguns resultados interessantes.

No quesito RPG, os tipos de conteúdos mais desejados são:

  • Ambientações criativas
  • Ambientações históricas

Os temas mais votados para cordel foram:

  • Romance de cordel
  • Temática de RPG

Os cordéis que mais merecem versão impressa:

  • A Lenda de Frushige
  • Galope Estelar

As novelas de aventura mais lidas foram 3, justamente a Trilogia Escarlate.

As novelas de aventura que mais despertam interesse de ter versão impressa foram:

  • Jasmim (já tem! :-D)
  • Trilogia Escarlate
  • O Último Mototáxi de Arapiraca

Planejando as Sementes

Sementes do Mundo Inferior será meu primeiro replay, que é a escrita de uma história a partir de aventuras de RPG jogadas. Devido ao jogo se passar em um mundo protegido por Copyright, com alguns personagens nessa mesma situação, será preciso fazer várias mudanças e adaptações.

A campanha, que se chama Vanguarda Audaz, é jogada em D&D 5ª edição no cenário do Senhor dos Anéis. Em especial, essa parte da aventura no subterrâneo se passa em um cenário menor criado pelo nosso mestre Iran e incorporado ao mundo de Arda.

Quanto às adaptações, pra começar o mundo onde a história se passa será transportado para Galdentur Norte. Isso deixa a saga próxima da saga Escarlate inclusive! Como Galdentur Norte ainda não está tão definido, será uma oportunidade também de expandir o cenário Canção dos Reinos.

O panteão tem um papel fundamental na história. Será substituído pelo panteão de Canção dos Reinos.

Como utilizamos o D&D para jogar, mas o cenário é pensado para XR-III, devo acelerar o plano que eu já tinha de ter um modo minimamente compatível, ligando esses dois sistemas. Já tenho algumas anotações a esse respeito, mas será preciso pelo menos um rascunho inicial para que eu possa utilizar como referência nessa escrita.

Falta definir elenco principal, fazer uma ou outra substituição, além de tudo isso que falei. Ou seja, vai levar um tempinho para os episódios começarem a aparecer de fato. Mas vai sair!

Nosso mestre e amigo Iran Morais é quem mestrou a saga que se tornará essa novela. Ele ainda mestra essa campanha e eu ainda estou por lá jogando com a elfa Sharon Siz-Thorien. Devo contar com ajuda dele nessas adaptações e ajustes. Aguardem novidades!

Escolha a Próxima História

Concluído O Último Mototáxi de Arapiraca, aproveito para resgatar uma prática de cerca de uma década atrás: apresento 4 propostas de história e você vai ajudar a escolher qual delas eu devo escrever. A vencedora começará a ser escrita e será publicada como um folhetim, com episódios publicados semanalmente! Vamos às candidatas!

Candidata 1: Sibilo da Justiça

Marfim Cobra foi o primeiro romance que escrevi. A história é interessante e se passa no mesmo mundo de Jasmim (Ases), minha primeira novela de aventura. A proposta é reescrever a história totalmente, atualizando para o formato de 50 episódios e podendo mudar muitos aspectos da história também.

Candidata 2: As Sementes do Mundo Inferior

Tenho feito registros de uma campanha no mundo do Senhor dos Anéis. O nosso mestre, Iran, criou um subcenário subterrâneo complexo onde se passou uma boa parte da campanha. A proposta é pegar esse arco e fazer um replay, criando uma novela de aventura narrada por Sharon Siz-Thorien, minha personagem, mas podendo mudar muitos elementos para adequar à narrativa. Seria o primeiro volume do Diário da Sharon.

Candidata 3: Heróis da Pátria

Falar mais a respeito pode dar spoiler se você ainda não leu O Último Mototáxi de Arapiraca. Basta dizer que Heróis da Pátria seria uma continuação daquela história, com uma iniciativa do Governo de combate e perseguição aos neocangaceiros.

Candidata 4: A Lenda de Flacho

No mundo de Animalia todos têm orelhas de algum animal, são raças diferentes dentro da espécie humana de lá. Um mundo de paz, onde nem mesmo armamentos são pesquisados e desenvolvidos. Um dia apareceu um supremacista dentro do povo-pombo e começou um plano louco de dominação. Flacho é um homem-rato inventor que vai reunir um grupo de heróis de várias raças para tentar impedir que o supremacista consiga cumprir com seu plano de opressão.

Escolho…

Para votar, basta preencher o formulário publicado em http://bit.do/escolho. Se tiver um tempinho, aproveite para participar também de uma pesquisa rápida no final (mas se não tiver tempo, você pode simplesmente votar na novela e pronto).

Lembrando também que estou escrevendo a novela Mochileiros Blackrook às 20 horas das terças-feiras no Livro ao Vivo, na Twitch!

O Último Mototáxi de Arapiraca Finalizado

Comecei a escrever a novela de aventura cyberagreste O Último Mototáxi de Arapiraca para publicação no site da AL RPG Club, em estilo folhetim, um episódio por semana. A história foi publicada lá, mas é aquilo… Folhetim de 50 edições levam quase um ano inteiro! Em algum momento deixou de dar certo, o site até saiu do ar por motivos outros. Então, migrei para o Wattpad.

No último sábado foi publicado por lá o último episódio da história! Se você ainda não conhece, vai lá no Wattpad e confira!

Esta novela apresenta dois protagonistas: Gael, o helimototaxista na Arapiraca do futuro, e Lestat, um neocangaceiro. Muitos personagens interessantes mais. Daqui a alguns bons meses eu pretendo lançar um financiamento social para o lançamento da novela em formato impresso. Fique de olho! Estou planejando umas recompensas muito bacanas!

E dentro de alguns dias vou resgatar uma prática antiga nos meus sites/blogs: o público escolhe qual a próxima novela de aventura que eu vou escrever e publicar, dentre 4 opções!

Cordel e Poesia no Aniversário de Maceió

Este ano Maceió festejou seu 206º aniversário. Houve uma grande programação, que incluiu um palco com atividades culturais na quinta-feira (02/12). Abrindo a programação, estava a associação AL RPG Club.

Juntamente com o poeta urbano Peralta da Caim, fui convidado por Jefferson Diniz e Marcus Kelly, da associação, para falar sobre poesia e cordel numa perspectiva nerd.

Foi um grande momento, com declamações e conversas nesse assunto. Jefferson foi que conduziu o momento no palco, junto com a gente. Agradecimento à AL RPG Club na figura dos dois pelo convite e pelo espaço, bem como à Prefeitura e à FMAC, com a Mírian à frente, que organizou o evento.

3ª Fliara

Entre os dias 26 e 28 ocorreu na cidade a terceira edição de sua feira literária. O evento teve uma programação interessante. Mais uma vez a ACALA e a UBE tiveram um estande e houve uma programação própria das entidades durante o evento.

Conseguimos uma tenda para os cordelistas da AALC e convidados, que compartilhamos em 2 dias com artistas da Juventude Conectada. Artistas visuais, em sua maioria, mas havia também outros escritores.

Meus amigos colegas cordelistas Cícero Manoel, Rosana Oliveira e Tony Pessoa compareceram para expor seu material e conversar. Apareceram vários conhecidos também, em visitação.

Foi um evento bom, que poderia ter sido melhor se a chuva não nos perseguisse, chegando com força. Tínhamos algumas mesas bacanas para o domingo também, que infelizmente não puderam se realizar. Uma delas, de que eu participaria, era sobre RPG como ferramenta para ajudar a escrever histórias. Fica para outra oportunidade.

Agradecimento a Marta Eugênea, Jon e Wellington, da Secretaria de Cultura; Ivana, secretária de Educação; Marcus Kelly, Jefferson Diniz e Ramon Dules, da AL RPG Club; e vários outros que contribuíram com o evento.

É muito importante o evento continuar existindo e persistir no calendário cultural da cidade. Os organizadores falaram da intenção de uma 4ª edição ainda melhor ano que vem. Torçamos!